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Motoclube de Loulé, breve história
A história do nosso Clube poder-se-á contar em poucas palavras, porém, poderíamos correr o risco de sermos pouco justos para com a nossa memória, daí a necessidade de olharmos para atrás e escrever, algumas linhas, sobre o caminho que temos vindo a percorrer.
Na verdade, tudo começou, no Verão de 1989, quando um grupo de amigos sentiu vontade de encontrar um espaço que reunisse a paixão que tinha pelas motas. Ao que parece, essa decisão não se fez esperar, e a malta começou por organizar os primeiros passos do futuro clube, na casa, de quem viria a ser o primeiro presidente, José Mora. A partir daqui, estava encontrado o essencial, a vontade de fundar um Clube de Motas, em Loulé. Pretendia-se, entre outras valências, a promoção do motociclismo, bem como todas as actividades que daí podiam decorrer.
Como podem imaginar, daqui até ao aparecimento de passeios e concentrações foi um instante. Assim, o primeiro encontro realizado pelo Clube, ainda este não estava oficializado, foi durante o Carnaval de Loulé de 1990, iniciativa que, ainda hoje decorridos catorze anos, continua a realizar-se com redobrado entusiasmo. Um ano mais tarde, encontrámos a nossa sede, embora só tivesse sido inaugurada dois anos depois, já que houve a necessidade de efectuar obras de restauro.
Encontrado o espaço, estavam reunidas as condições para o nascimento do Motoclube de Loulé, um grupo de amigos, entre eles, José Mora, Paulo Serra, Ivo Agostinho e Hélder Domingos, gosto pelas motas, e, sobretudo, vontade em promover o motociclismo nas suas mais variadas disciplinas.
Decorridos alguns anos, e, sem qualquer tipo de presunção ou falsas modéstias, registamos com alguma emoção que muito e muitas são as histórias que teríamos de partilhar convosco, se acaso pudéssemos fazer, sem qualquer tipo de limitações. Mas, como compreenderão tal tornava-se impossível. Conscientes que podemos correr o risco de, involuntariamente, não assinalar alguma iniciativa, desde já pedimos, aos nossos sócios, a sua compreensão, pois nem sempre se pode agradar a todos…
Tradicionalmente, um Clube de motas mostra à comunidade, em geral, e aos sócios, em particular, a sua dedicação, através das concentrações que realiza. Para o Motoclube de Loulé, tal não basta. Nós somos e queremos ser muito mais ambiciosos. A nossa filosofia passa pelos Encontros e Concentrações, mas como todos os Louletanos podem testemunhar, nestes últimos anos, temos sido muito mais arrojados e exigentes para com as nossas iniciativas. Temos organizado várias provas de Trial, passámos pela experiência do Supercross, apoiámos várias provas do Transalgarve, estivemos presentes com o ciclismo, na Volta ao Algarve, temos sido solidários com as crianças, quer no Natal, quer nas escolas, sem esquecermos o baptismo Motard. Por outro lado, temos patrocinado alguns pilotos com projecção nacional, como por exemplo o Miguel Farrajota, Márcio Rocha, Eduardo Vieira, procurámos ainda apoiar outras modalidades, nomeadamente o BTT e o Tiro.
Promovemos o gosto pela camaradagem, através de passeios, quer ao interior, como é o caso das Minas de S.Domingos, quer à neve, como é o caso da Serra da Estrela ou aos Pinguins, quer, ainda, através dos vários almoços/jantares que realizamos. Em todos estas iniciativas, para além do gosto que nos une, as motas – embora nem sempre estejamos de acordo qual delas é a melhor – uma coisa é certa, somos uma família. Por essa razão, não queríamos terminar esta breve história sem antes referir que para a inauguração da nossa futura sede, todos, sem qualquer excepção, estão convidados. Quando nos referimos a TODOS, queremos, aqui, assinalar e dignificar a memória de todos os sócios que contribuíram para que este CLUBE fosse uma realidade. Estamos, justamente, a lembrar-nos dos nossos companheiros que já nos deixaram e de todos aqueles que, em virtude das suas vivências, hoje estão mais afastados do Clube.
Enfim, nós contamos, actualmente, com cerca de cento e setenta sócios e muita, muita vontade de continuar a crescer, e…
Companheiros, vocês sabem que podem contar connosco, não até dois ou até dez, mas contar connosco!
Bem hajam
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